As Nações Unidas expressaram crescente preocupação após declarações alarmantes de um alto oficial do Sudão do Sul, que instou suas tropas a não poupá-las em um ataque às áreas controladas pela oposição. O general Johnson Oluny, vice-chefe do exército, fez o apelo enquanto se preparavam para o envio de forças para o estado de Jonglei, deixando a comunidade internacional em estado de alerta.
O chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, Graham Maitland, denunciou a retórica do general como “abominável” e perigosa, principalmente porque visava diretamente crianças, idosos e civis. Ele enfatizou que essa linguagem inflamatória, que incita à violência, deve ser interrompida imediatamente.
A crescente tensão levou cerca de 180 mil pessoas a fugirem de suas casas devido aos combates intensificados na região. Com a recente mudança de controle em várias áreas para forças leais ao ex-vice-presidente Riek Machar, a situação se tornou cada vez mais crítica. A evacuação de civis e do pessoal da ONU foi ordenada em três condados, à medida que se preparavam para uma ação contra os grupos de oposição.
Além disso, a Comissão de Direitos Humanos da ONU no Sudão do Sul expressou alarmes sobre os últimos confrontos em Jonglei, que resultaram em relatos de civis buscando refúgio em áreas pantanosas. Yasmin Sooka, chefe da Comissão, destacou que a linguagem utilizada pelos militares, que incentiva o assassinato de civis, é tanto chocante quanto extremamente perigosa.
O clima de violência iminente foi ressaltado com a ameaça das forças de oposição de marchar sobre Juba, o que representa uma escalada significativa do conflito. Especialistas alertam que o Sudão do Sul enfrenta o risco real de violência em massa contra civis, aumentando a necessidade de monitoramento e intervenção urgente da comunidade internacional.
Origem: Nações Unidas






