A psiquiatra Zélia Figueiredo expressou suas preocupações sobre as recentes alterações à Lei da Autodeterminação de Género, sugerindo que essas mudanças representam um retrocesso significativo para os direitos das pessoas trans. Em uma entrevista, Figueiredo afirmou que reverter a legislação atual traria consequências prejudiciais para a saúde mental e o bem-estar de jovens que se identificam como trans. Ela destacou que, ao contrário do que algumas críticas afirmam, o acompanhamento médico para essas pessoas não desapareceu; ao invés disso, muitos passaram a buscar ajuda de forma discreta.
A médica refutou ainda as alegações de desinformação feitas por alguns deputados e enfatizou o clima de medo que permeia a comunidade trans, ressaltando que “as pessoas trans estão muito assustadas” com as incertezas legais e sociais. A especialista pede uma abordagem mais informada e empática quando se discute os direitos e a autodeterminação de gênero, promovendo um espaço seguro para os jovens.
Esse debate fervoroso se intensifica à medida que o Parlamento discute a revogação desta lei, reacendendo preocupações sobre os direitos humanos e a necessidade de garantir proteção legal para todas as identidades de gênero.
Origem: JPN Universidade do Porto






