A digitalização do lar avança com força na Espanha, posicionando o país na vanguarda da Europa em termos de conectividade. Segundo o último relatório do Observatório Nacional de Tecnologia e Sociedade (ONTSI), 43,4% dos espanhóis já utilizam algum dispositivo inteligente em suas residências, superando em 11 pontos percentuais a média da União Europeia.
Nesse cenário tecnológico, os sistemas de segurança inteligentes — que incluem alarmes, câmeras de vigilância e detectores de fumaça — surgem como um dos principais motores desse crescimento. Atualmente, 14,5% da população na Espanha adota esse tipo de solução, acima da média europeia de 11,8%, superando países como França, Finlândia e Itália.
O relatório também traça o perfil do consumidor que lidera essa tendência: pessoas entre 35 e 44 anos, com uma taxa de adoção de 17,6% e com formação superior, que são as que mais frequentemente integram essas tecnologias ao seu cotidiano. “Os dados confirmam a tendência. Passamos da pergunta ‘como me protejo de um roubo?’ para ‘como tenho uma tranquilidade total?'”, afirma José González Osma, diretor geral da ADT. “O consumidor atual compreende que a tecnologia deve servir para tornar sua vida mais fácil e segura de forma mais ampla. Não se trata apenas de proteger bens, mas de cuidar da família e proteger o lar de qualquer imprevisto. A segurança se tornou o pilar sobre o qual se constrói a confiança no lar inteligente.”
O conceito de segurança evolui para o que se chama de “tranquilidade total”. O crescimento do lar conectado reflete essa mudança na mentalidade do consumidor. O conceito de “segurança” se expandiu além da proteção contra intrusões, abrangendo uma proteção 360° que atende às preocupações cotidianas. Essa nova “tranquilidade total” se materializa por meio de um ecossistema de funcionalidades inteligentes que atuam de forma coordenada a partir de uma única plataforma.
Os sistemas atuais já oferecem uma proteção proativa contra imprevistos. Detectores de fumaça e de monóxido de carbono conectados a um central podem salvar vidas, enquanto sensores de inundação enviam alertas imediatos ao detectar uma fuga, permitindo uma rápida atuação para evitar danos graves. As câmeras de vigilância, por sua vez, evoluíram de meros dispositivos de gravação para “olhos” do lar conectado, que aprendem as rotinas da casa e distinguem entre pessoas, veículos ou animais. Caso ocorra uma atividade inesperada, o sistema envia um alerta preciso com um vídeo para que o usuário verifique a situação em tempo real.
Além disso, a tecnologia permite uma conexão constante com o que mais importa, facilitando a gestão de acessos e avisando quando as crianças retornam da escola, por exemplo. A gestão de segurança agora é unificada e simples, podendo ser controlada a partir de um aplicativo no celular, onde o usuário pode armar o alarme, visualizar câmeras em tempo real e até mesmo administrar a iluminação.
A tecnologia IoT mais avançada ainda se complementa com a supervisão 24 horas por dia de um time de profissionais. Em caso de emergência real, a conexão com uma Central Receptora de Alarmes garante uma resposta imediata e coordenada das autoridades.
“A chave não está apenas na tecnologia, mas em como ela se integra para servir às pessoas”, conclui José González Osma. “Nosso papel na ADT é ser os especialistas que desenham uma solução sob medida para cada lar, assegurando que a tecnologia não seja apenas inteligente, mas também confiável. É uma questão de oferecer a tranquilidade de que, aconteça o que acontecer, sempre haverá alguém pronto para responder.”




