A confirmação oficial foi divulgada: a Espanha manterá o Mecanismo de Equidade Intergeneracional (MEI) em 2026. Essa medida implica que o salário líquido de milhões de trabalhadores continuará a sofrer uma leve redução. Embora não se trate de uma diminuição drástica ou abrupta da renda, há uma clara afetação gradual no poder de compra mensal dos trabalhadores, com o objetivo último de fortalecer o sistema público de pensões a longo prazo.
O MEI foi desenvolvido para antecipar os desafios que surgirão com a aposentadoria da geração do baby boom, buscando evitar que o sistema de pensões fique sobrecarregado em uma década ou quinze anos. Com a sua manutenção em 2026, confirma-se a continuidade da sua aplicação progressiva, conforme estabelecido desde a sua aprovação.
Este mecanismo se traduz em uma contribuição adicional sobre o salário bruto, que não substitui outras contribuições, mas sim se soma a elas. A implementação tem sido gradual e a expectativa é de que esse aumento continue em 2026. A estrutura do mecanismo visa arrecadar um excedente financeiro que será destinado diretamente ao fundo para o pagamento das futuras pensões, seguindo a intenção governamental de fortalecer este sistema diante da iminente aposentadoria de um número significativo de trabalhadores.
Na prática, o MEI significa que o salário bruto permanece inalterado, enquanto a contribuição total aumenta, resultando em uma diminuição de alguns euros por mês no salário líquido. Esse montante é integralmente alocado para o sistema de pensões futuras, em uma tentativa de garantir a sua sustentabilidade a longo prazo. A aplicação deste mecanismo, que busca teoricamente distribuir de maneira justa o esforço sem impactar severamente os salários mais baixos, levantou questionamentos sobre seu real benefício a curto e longo prazo. Destaca-se, assim, a importância de assegurar a existência das pensões públicas no futuro e o papel crítico que as decisões atuais desempenham na construção de um sistema de pensões robusto para as próximas gerações.






