Em 2023, Portugal contava com 462,4 mil afrodescendentes, o que representa 6,1% da população entre 18 e 74 anos, totalizando 7,6 milhões de pessoas. Dentre esses afrodescendentes, 201,6 mil são de primeira geração, 238,6 mil de segunda geração e 22,3 mil de terceira geração.
A análise demográfica revela que essa comunidade é mais jovem e possui maior nível de escolaridade em comparação à população geral, um fenômeno particularmente observado entre os afrodescendentes de segunda e terceira gerações. Quase metade dos afrodescendentes de primeira geração se identificaram como parte do grupo étnico negro, enquanto cerca de dois terços dos de gerações posteriores se consideraram brancos.
Além disso, a taxa de empregabilidade entre os afrodescendentes é superior à média nacional. Mais de um terço dos afrodescendentes de primeira geração (36,2%) precisou conciliar trabalho e estudos. No que se refere à distribuição de rendimentos, um terço (33,4%) está posicionado no primeiro quintil.
Entretanto, a discriminação é uma realidade presente na vida de muitos afrodescendentes em Portugal, com cerca de um em cada três (31,7%) afirmando ter vivido situações discriminatórias. A percepção de discriminação é alta, com quase 72,8% acreditando que ela é uma questão presente no país, e mais da metade (55,2%) já tendo presenciado atos discriminatórios. Essa realidade ressalta os desafios enfrentados por essa comunidade no contexto português.
Origem: Instituto Nacional de Estatística