Um novo estudo realizado pela UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) e pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto revela dados alarmantes sobre a percepção da violência entre os jovens. Os resultados indicam que 68,2% dos jovens não consideram violência ao menos um dos 15 comportamentos analisados, com maior aceitação de ações como controle, perseguição e violência psicológica. Comportamentos considerados graves, como acessar as redes sociais do parceiro sem autorização e pressionar para beijar contra a vontade, também apresentam níveis significativos de aceitação.
A análise por gênero destaca que os rapazes legitimam mais essas formas de violência em comparação às raparigas, especialmente nos aspectos de controle e violência psicológica. Entre os jovens que já tiveram relacionamentos, 66,7% relatam ter experienciado pelo menos uma forma de violência, sendo o controle e a violência psicológica os mais frequentes. As raparigas, em geral, reportam níveis mais altos de vitimação, especialmente no que diz respeito à violência sexual.
O estudo enfatiza a urgência de ações de prevenção primaria em ambientes escolares para fomentar relações saudáveis baseadas em respeito e igualdade. Além disso, destaca a necessidade de investigação contínua e a implementação de intervenções especializadas, reforçando políticas públicas que visem reduzir a tolerância social à violência no namoro e prevenir suas consequências graves na vida dos jovens.
Liliana Rodrigues, Presidente da UMAR, alerta que a continuidade do projeto ART’THEMIS depende do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e ressalta que o tempo de avaliação dos projetos frequentemente não acompanha as necessidades reais enfrentadas pelas pessoas, enfatizando a importância de respostas estruturais e de longo prazo no combate à violência.
Origem: Universidade do Porto






