Na quarta-feira, 13 de fevereiro de 2026, um dos diques do Rio Mondego, localizado nas proximidades de Coimbra, rompeu, resultando no colapso de um trecho da autoestrada A1. Este incidente gerou preocupações sobre a segurança das infraestruturas e levantou questões sobre a eficácia das obras hidráulicas na prevenção de inundações. Especialistas consultados pela agência Lusa enfatizaram a importância da manutenção e monitoramento contínuo dos diques, que são fundamentais para controlar o escoamento de água e proteger áreas adjacentes de inundações.
Os diques são construções em aterro projetadas para gerir caudais maiores, permitindo que os rios escoem sem comprometer os campos marginais. No caso do Mondego, a capacidade de escoamento estabelecida era próxima de 2.000 metros cúbicos por segundo. Com o passar do tempo, os aterros podem sofrer deformações que exigem reparos, além de estarem sujeitos à erosão. A ruptura do dique em Coimbra destaca a necessidade de revisar e reforçar essas obras, especialmente após eventos climáticos extremos, como as chuvas intensas observadas no início do mês.
Para prevenir futuros rompimentos, especialistas aconselham o aumento da altura dos diques, permitindo o escoamento de caudais superiores. Após o incidente, é crucial realizar uma inspeção detalhada para identificar pontos frágeis e elaborar um novo plano de controle, considerando as alterações climáticas que podem aumentar o risco de inundações. Além do Mondego, o Rio Tejo também possui diques construídos em aterro, o que reforça a relevância das medidas preventivas em todo o país para garantir a segurança das comunidades e da infraestrutura.
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