O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), voltado para a habitação pública em Portugal, enfrenta um desafio significativo com apenas oito meses restantes até o final do prazo estipulado. Apesar da meta de disponibilizar 26 mil casas até junho de 2026, o programa “1.º Direito” já entregou quase 17 mil habitações, das quais apenas 1.568 foram construídas de forma nova. Isso representa pouco mais de 9% do total, enquanto a maioria das habitações entregues resultou de reabilitação ou de aquisição e reabilitação.
De acordo com dados fornecidos pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação, o governo confessou estar atrasado em relação ao compromisso de entregar 18 mil casas até dezembro de 2025. Embora mantenha expectativas otimistas, os números ainda não validados referentes a novembro e dezembro, que somam cerca de 850 habitações, complicam ainda mais a situação. O ministério justificou o atraso com fatores como as eleições autárquicas, dificuldades nos processos de validação de informações e mudanças nas equipes técnicas dos municípios responsáveis.
A análise da distribuição das habitações entregues revela que as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentram a maior parte dos imóveis já contratualizados. Das 16.950 casas entregues, 12.610 estão localizadas nos dez municípios com maior número de bi-cas, liderados por Lisboa, que possui 6.090 habitações. O investimento total no PRR já ultrapassa quatro mil milhões de euros, sendo que 2,5 mil milhões já foram formalmente contratualizados, o que torna a pressão sobre o governo ainda mais evidente, considerando o cenário atual de atrasos e desafios na construção de novas residências.
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