Construir uma casa nova em Portugal continua a ser um desafio significativo, com o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) apresentando uma variação média anual de 4,0% em 2025. Este aumento representa uma aceleração em comparação com 2024, quando o crescimento foi de 3,4%. O fator que mais influencia esse aumento é o encarecimento da mão de obra, que subiu 7,7%, enquanto o índice de materiais teve uma elevação mais moderada de 0,9%. A escassez de profissionais qualificados e os aumentos salariais têm pressionado diretamente os custos no setor.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os custos laborais continuam a ser o principal motor para a alta nos preços da construção de habitação nova. Embora os materiais tenham mostrado uma evolução menos agressiva, os problemas com a escassez de mão de obra e a inflação salarial têm gerado preocupações entre os construtores. Em dezembro de 2025, a variação homóloga do ICCHN ficou em 4,0%, uma leve desaceleração em relação aos 4,9% registrados em novembro, que mostra uma possível redução na pressão sobre os custos.
No último mês do ano, os custos de construção mostraram uma diminuição de 0,7% em relação a novembro, com a mão de obra caindo 1,0% e os materiais apresentando uma leve queda de 0,4%. Entre os principais aumentos nos materiais, destacam-se os vidros e espelhos, que subiram 25%, e os artigos sanitários, com uma alta de 15%. Por outro lado, materiais como betumes e revestimentos experimentaram descidas significativas, indicando uma correção no mercado após meses de alta. A combinação desses fatores sugere um cenário desafiador para a construção civil em Portugal, com incertezas que poderão impactar futuros projetos habitacionais.
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