A Câmara Municipal de Alicante, sob a liderança do Partido Popular (PP), enfrenta uma crise política intensa após a demissão da vereadora do Urbanismo, Rocío Gómez, que se tornou beneficiária de uma habitação a custos controlados. Esta atribuição levantou suspeitas sobre a legalidade do processo, especialmente porque se insere na primeira promoção de habitação municipal em duas décadas. A situação agravou-se com a abertura de outra investigação pela Generalitat Valenciana, que investiga um funcionário por ter fornecido informações falsas para obter uma das habitações, que estão localizadas em La Condomina, uma área valorizada da cidade.
O escândalo não se limita apenas à vereadora, pois dois filhos da diretora-geral da Organização Interna e Gestão de Fundos, María Pérez-Hickman, também foram favorecidos com habitações, assim como o arquiteto municipal do Urbanismo, Francisco Nieto. Segundo o jornal La Gaceta, as propriedades atribuídas têm valores significativos, com os apartamentos variando de 200.000 a 250.000 euros. Diante da gravidade da situação, o presidente da autarquia, Luis Barcala, tomou a decisão de convocar uma reunião extraordinária para investigar as circunstâncias das atribuições de habitação e anunciou a abertura de uma investigação interna para apurar as denúncias de ilegalidades.
O empreendimento em questão, Les Naus, contém 140 habitações e é bastante disputado devido à sua localização privilegiada próxima à Praia de San Juan. A entidade responsável pela promoção, Fraorgi, afirmou que as habitações são parte de um projeto privado em regime de cooperativa e que os interessados podem se inscrever para candidatar-se, desde que atendam aos critérios definidos. Embora as obras tenham sido concluídas no ano passado e as primeiras atribuições tenham sido feitas apenas em 2022, a situação atual gera incertezas sobre a transparência e a justiça do processo de atribuição das habitações.
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