O setor da construção em Portugal enfrenta um cenário econômico positivo, mas persiste a falta de mudanças estruturais que limitam seu potencial. De acordo com o Barómetro da Indústria da Construção, realizado pela Fundação Mestre Casais em parceria com a AICCOPN, as empresas do setor estão cientes das transformações necessárias, porém, apenas um número reduzido está implementando essas mudanças. A análise revela que, embora haja crescimento e demanda, as limitações se devem à pequena dimensão das empresas, baixa internacionalização e desafios relacionados à mão de obra e inovação.
O estudo, que coletou dados de 40 CEOs de empresas de grande porte na construção, indica que 88% das empresas esperam cumprir ou ultrapassar suas metas anuais em 2025, com um crescimento liderado pelo segmento residencial. No entanto, esse crescimento é considerado “frágil”, já que se baseia em uma demanda momentânea e não em melhorias sustentáveis na produtividade. Além disso, a confiança dos CEOs na economia caiu, evidenciando a distinção entre um bom momento de mercado e a frágil qualidade do ambiente político e institucional.
Outro ponto crítico destacado no barómetro é a escassez de mão de obra qualificada, identificada como o maior bloqueio estrutural. Com mais da metade das empresas ainda concentradas no mercado doméstico e apenas 10% atuando em múltiplos mercados internacionais, a falta de recursos humanos qualificados compromete o crescimento do setor. Apesar da identificação de desafios em inovação e digitalização, poucos investimentos são efetivamente realizados, refletindo a fragmentação e a pequena dimensão das empresas, que dificultam a capacidade de inovar e se adaptar a novas demandas de mercado.
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