O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza uma sessão de emergência para discutir a intensificação do conflito no Líbano, que tem sido marcado por confrontos diários entre as forças israelenses e o movimento Hezbollah. Segundo o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, desde o início de março, o Hezbollah tem intensificado seus ataques, utilizando foguetes, mísseis e drones contra alvos em Israel e nas Colinas de Golã, que são ocupadas pela Síria.
Lacroix ressaltou que as ordens de evacuação foram emitidas para áreas sob a operação da Força Interina da ONU no Líbano (Unifil), que também tem enfrentado um aumento significativo nas hostilidades. Ele alertou que ambos os lados estão infringindo claramente a resolução 1701 do Conselho de Segurança, que busca manter a paz na região. A Unifil, atualmente, concentra seus esforços em garantir a segurança de seus próprios membros e facilitar o acesso humanitário a comunidades afetadas.
A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, pediu ao Hezbollah que cesse os ataques e colabore com o governo libanês para restaurar a autoridade do Estado. Ela também solicitou que Israel interrompa suas operações militares no Líbano, enfatizando a necessidade de respeitar a soberania e integridade territorial de ambas as nações.
Em resposta ao aumento das necessidades humanitárias decorrentes do conflito, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, anunciou um apelo emergencial de US$ 15 milhões. Os fundos visam ampliar a assistência humanitária no Líbano, onde mais de 750 mil pessoas estão em movimento devido ao deslocamento forçado. Fletcher destacou que o acesso humanitário está se tornando cada vez mais restrito, com áreas do sul do Líbano e do Vale do Becá ainda em conflito ativo.
Além das tensões no Líbano, a situação no Oriente Médio é agravada pelas restrições no espaço aéreo, que têm impactado viagens civis e operações humanitárias em países como Síria, Iraque e Irã. A ONU também alertou sobre os riscos de inflação nos preços dos combustíveis e o iminente aumento da fome na região.
O conflito entre Israel e Hezbollah já se estende por mais de duas décadas, e a atual escalada de violência foi provocada, em parte, pelos recentes ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, seguidos pela retaliação iraniana. As forças israelenses, em resposta aos projéteis disparados pelo Hezbollah, realizaram ataques em várias localidades do Líbano, incluindo a capital Beirute.
Origem: Nações Unidas






