A Caravela-Portuguesa, espécie conhecida pelo nome científico Physalia physalis, tem sido avistada em número incomum nas praias portuguesas, com registros de mais de 50 indivíduos em algumas localidades. As observações recentes incluem a praia do Magoito, em Sintra, e a praia da Terra Estreita, em Tavira, permitindo que especialistas e curiosos notem a presença significativa deste organismo gelatinoso.
É fundamental ter cautela ao se deparar com a Caravela-Portuguesa, que é conhecida por seu flutuador em forma de “balão”, que apresenta cores que variam entre azul, lilás e rosa. Seus tentáculos, que podem alcançar até 30 metros de comprimento, são extremamente urticantes e podem causar queimaduras graves. Por isso, as autoridades alertam para não tocar nesses organismos, mesmo que aparentem estar mortos na areia.
O programa GelAvista, criado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), promove a monitorização das espécies gelatinosas que aparecem nas costas do país. Os cidadãos podem contribuir relatando avistamentos da Caravela-Portuguesa e de outras espécies, enviando informações detalhadas, como data, local, número de organismos avistados e fotografias, para o e-mail [email protected] ou através da aplicação GelAvista.
Em casos de contato acidental com a Caravela-Portuguesa, o IPMA recomenda uma série de cuidados. É aconselhado lavar a área afetada com água do mar, remover qualquer fragmento de tentáculo que possa ter ficado na pele usando uma pinça e evitar o uso de álcool ou água doce. Em situações de queimadura extensa, é importante buscar atendimento médico.
O IPMA está disponível para fornecer mais informações, podendo ser contatado pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone +351 21 3027150.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera