O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária (Ocha) emitiu um alerta sobre a grave situação humanitária que afeta os moradores das regiões de Cordofão e Darfur do Norte, no Sudão. As últimas informações indicam que intensos combates entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) resultaram na fuga de dezenas de milhares de civis de várias localidades desses estados.
Na semana passada, o Exército anunciou a retoma das cidades de Kazgeil e Riyadh em Cordofão do Norte, embora a situação continue volátil. As tropas sudanesas afirmam ter garantido o controle das áreas após confrontos intensos, que forçaram a retirada dos paramilitares da RSF. Contudo, a escalada da violência preocupa profundamente as autoridades humanitárias, que destacam o impacto devastador sobre a população civil.
A situação se agrava em Cordofão do Sul, onde as cidades de Dilling e Kadugli estão cercadas e enfrentam uma crise crescente. Com os suprimentos se esgotando rapidamente, os preços dos alimentos e bens essenciais estão em alta, dificultando a sobrevivência dos habitantes locais. A Organização Internacional para Migrações (OIM) confirmou um aumento no número de civis que conseguem deixar as áreas afetadas, evidenciando o deslocamento contínuo no estado de Cordofão do Norte e nas regiões vizinhas.
Além das consequências imediatas do conflito, a insegurança nas áreas ocidentais de Darfur do Norte também tem levado a novas ondas de deslocamentos, com relatos de moradores cruzando a fronteira em busca de segurança no Chade. A Ocha e outras organizações de ajuda humanitária pedem ações urgentes para garantir o acesso a suprimentos e assistência.
As autoridades sudanesas, por sua vez, confirmaram a extensão da autorização para a passagem de auxílio humanitário em Adré, o que permitirá operações até o final de março. Tom Fletcher, coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, elogiou o esforço das autoridades do Sudão e do Chade em manter esta rota aberta, destacando que o acesso contínuo é crucial para salvar vidas diante da crise humanitária em evolução.
Origem: Nações Unidas




