Neste sábado, 17 de outubro, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) celebra o Dia Internacional do Patrimônio Cultural Imaterial, destacando a importância de reconhecer e preservar as práticas culturais vivas que conectam gerações e expressam identidades locais. Khaled El-Enany, diretor-geral da Unesco, enfatizou em sua mensagem que o patrimônio intangível é mantido vivo pelas comunidades ao redor do mundo, com 185 países já aderindo à Convenção de 2003.
As comemorações enfatizam a diversidade cultural das sociedades, especialmente nas comunidades de língua portuguesa, que preservam ricas tradições que unem arte, fé e conhecimentos ancestrais. Entre as manifestações destacadas, a Arte Equestre de Portugal, a matemática ancestral do Sona em Angola, e a dança ritualística Ingoma Ya Mapiko de Moçambique revelam a riqueza das culturas lusófonas, cada uma com sua particularidade e valor simbólico.
Adicionalmente, o Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão, no Brasil, traz uma narrativa profunda sobre a vida e a morte através do ritual, enquanto a tecelagem tradicional do Tais em Timor-Leste simboliza uma identidade cultural em desafio diante das preferências modernas. O Tchiloli de São Tomé e Príncipe, uma prática teatral que aborda a justiça social, e a Morna de Cabo Verde, uma expressão musical poética, também foram mencionados como exemplos de patrimônio imaterial que enriquecem a tapeçaria cultural dos países lusófonos.
Com o lançamento da Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável (2027-2036), a Unesco reafirma o papel fundamental da cultura como um motor de inovação e desenvolvimento social, reiterando seu compromisso em proteger esse vasto legado cultural que, ao ser preservado, abre espaços para um futuro mais inclusivo e sustentável.
Origem: Nações Unidas





