Em 2025, a BYD superou a Tesla em vendas de carros elétricos, alcançando uma marca recorde de 2.256.714 veículos elétricos de bateria (BEV) vendidos. Os dados recentes revelam que, no mesmo período, a Tesla registrou 1.636.129 entregas, resultando em uma diferença significativa de 620.585 unidades. Esta conquista marca um importante ponto de inflexão na indústria automotiva, onde a BYD, tradicionalmente menos visível no Ocidente, se firmou como líder no segmento de veículos elétricos.
A trajetória da BYD reflete um crescimento robusto, com um aumento de 27,86% nas vendas de BEV em comparação ao ano anterior. Por outro lado, suas vendas de híbridos plug-in (PHEV) sofreram uma leve queda, indicando uma mudança clara na preferência do mercado por veículos totalmente elétricos.
Em um comunicado aos investidores, a empresa detalhou que, no total, vendeu 4.602.436 veículos de nova energia (NEV), que incluem tanto BEVs quanto PHEVs. Este crescimento é um sinal de mudanças significativas nas dinâmicas do setor, especialmente considerando que a Tesla, apesar de ainda ser uma referência no mercado, viu suas entregas diminuírem em 9,53% em relação a 2024.
Analistas apontam que o sucesso da BYD pode ser atribuído a uma combinação de fatores, como a diversidade em seu portfólio de modelos, uma estratégia de preços agressiva e uma execução industrial eficiente, que permite à empresa atender a demanda crescente. Com a maturação do mercado de carros elétricos, observa-se uma transição do foco do marketing para o produto em si, desafiando a predominância da narrativa cultural que a Tesla sempre sustentou.
O contexto histórico ganha outra dimensão com a comparação ao comentário de Elon Musk, feito em 2011, quando ele minimizou as perspectivas da BYD. Agora, em 2025, a empresa não apenas sobreviveu, mas se destacou, evidenciando a importância de não subestimar competidores emergentes no cenário tecnológico.
À frente, a pergunta que permanece é como outras partes do setor automotivo podem estar prestes a se reordenar em meio a políticas energéticas divergentes na Europa, Estados Unidos e China. A corrida não é mais apenas tecnológica, mas envolve também indústrias, energia e geopolítica, prometendo um futuro dinâmico e imprevisível para o mercado automotivo global.






