A próxima década promete ser marcada por uma revolução nas infraestruturas, impulsionada não apenas pela Inteligência Artificial (IA), mas por um investimento multitrilionário que se considera essencial para atualizar e expandir as bases que sustentam as economias modernas. Segundo um análise que circula nas redes sociais e é atribuído à BlackRock, as inovações tecnológicas devem ser acompanhadas por uma renovação física das infraestruturas existentes, que se encontram em estado de deterioração em muitos países desenvolvidos.
Três fenômenos principais estão moldando essa transformação: a urbanização acelerada, a reconfiguração do comércio global e o aumento exponencial da demanda energética impulsionada pela IA. Este cenário apresenta um duplo desafio: por um lado, atualizar as infraestruturas do século XX; por outro, construir as que atenderão às novas exigências do século XXI.
A urbanização, que se estima que resulte em cerca de 7 bilhões de pessoas vivendo em cidades até 2050, apresenta uma pressão crescente sobre sistemas urbanos já saturados. Isso demanda uma infraestrutura robusta para garantir habitação, transporte, água e energia, além de redes resilientes que poderão evitar colapsos sistêmicos. Assim, a urbanização rapidamente se transforma em um fator multiplicador de investimentos em infraestrutura.
Por sua vez, o reordenamento do comércio global, especialmente por meio do conceito de nearshoring, está criando a necessidade de novas fábricas e cadeias de suprimento menos frágeis. Este movimento exige investimentos substanciais em infraestrutura física, como terrenos industriais e capacidade elétrica, que geralmente demandam longo prazo para serem implementados.
Por último, a demanda da IA está se mostrando um verdadeiro motor de crescimento, com a previsão de que a necessidade de capacidade em centros de dados supere a oferta disponível até 2030. O que muitos não percebem é que a implementação da IA requer mais do que software avançado; necessita de uma infraestrutura sólida e adequada que possa suportar um aumento dramático na capacidade computacional.
O conceito de que a próxima grande onda de crescimento será dominada não por ativos digitais, mas por bens físicos como concreto, cobre e eletricidade, desafia as noções tradicionais de como o crescimento econômico é alcançado. As empresas e países que consigam navegar e atender a essa nova ordem de infraestrutura não apenas garantirão um futuro robusto em termos de desenvolvimento tecnológico, mas também estabelecerão um novo equilíbrio de poder econômico, onde a execução e a capacidade de investimento se tornam essenciais.
Em suma, o verdadeiro desafio será quem será capaz de vencer os gargalos da infraestrutura e estabelecer as bases para que a revolução da IA ocorra de maneira eficaz e sustentável, redefinindo assim os contornos das economias do futuro.






