Em 2025, a frota de pesca nacional registrou um aumento no número de marítimos embarcados, atingindo 9.358 profissionais, o que representa um crescimento de 1,9% em comparação a 2024. Este acréscimo se traduz em 177 novos empregos na área. No entanto, o número de apanhadores e pescadores apeados licenciados apresentou uma queda significativa de 5,1%.
A frota licenciada, composta por 3.501 embarcações, correspondia a 51,6% do total de embarcações no país, uma leve diminuição em relação a 53,1% do ano anterior. Essa frota representava 84,2% da arqueação bruta e 79,6% da potência total do setor. Em 2025, observou-se um desmantelamento de 61 embarcações, com a entrada de apenas 36 novos registos, resultando em uma diminuição líquida de 24 embarcações.
Em termos de captura, a frota nacional coletou 166.872 toneladas de pescado, um leve aumento de 0,7% em relação a 2024, impulsionado principalmente pelo desempenho em pesqueiros externos, que cresceu 10,9%. Contudo, as capturas em águas nacionais caíram 2,4%. A comercialização de pescado em lota gerou uma receita de 344,585 milhões de euros, um aumento de 2% em relação ao ano anterior, com o preço médio anual do pescado fresco ou refrigerado subindo de 2,62 €/kg para 2,73 €/kg.
Apesar dos resultados positivos, o défice da balança comercial relacionado aos produtos da pesca deteriorou-se, atingindo 1.430,1 milhões de euros, em consequência do aumento das importações. Neste cenário, a taxa de cobertura caiu para 51,9%, apresentando uma redução de 1,5 pontos percentuais face a 2024.
Além disso, o Programa Operacional que gere o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEAMPA) mostrou que, até o final de 2025, apenas 18,9% dos montantes programados foram executados. As quotas de pesca portuguesas em 2025 diminuíram cerca de 38%, entretanto, a taxa de utilização dessas quotas subiu para 47%, marcando um aumento significativo em relação ao ano passado. As reduções mais acentuadas nas espécies sujeitas a limitações de captura afetaram o carapau, goraz, verdinho e sarda.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






