Em um cenário onde a compra de imóveis através de crédito habitação está em crescente ascensão, Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal, expressou preocupações sobre a prática das instituições bancárias de alongar os prazos dos novos contratos além dos limites indicados. O regulador destacou que, embora os critérios de financiamento estabelecidos para os créditos habitação estejam sendo adequadamente atendidos, ele deseja que essas diretrizes sejam convertidas em regras obrigatórias para prevenir potenciais riscos financeiros.
Uma das principais recomendações emitidas pelo Banco de Portugal refere-se à maturidade média dos créditos habitação, que deve ser de 30 anos ou menos. No entanto, conforme alertou Santos Pereira em uma entrevista à RTP, os bancos têm ignorado essas orientações, resultando em um aumento da maturidade média dos novos empréstimos, que subiu de 30,8 anos no final de 2024 para 31,9 anos no terceiro trimestre de 2025. Essa tendência de estender o prazo de pagamento facilita o acesso ao crédito, reduzindo mensalmente as prestações e aumentando os valores financiados.
Embora os limites de financiamento de até 90% estejam sendo respeitados, Santos Pereira enfatizou que os riscos do passado devem ser evitados e que as diretrizes devem ser vinculativas. O governador ressaltou que as sugestões feitas por líderes do setor bancário, que propuseram a possibilidade de financiar até 100% dos imóveis, devem ser tratadas com cautela. Ele afirmou ainda ter manifestado ao governo a necessidade de tornar as recomendações macroprudenciais obrigatórias, com o intuito de prevenir abusos financeiros e proteger tanto os bancos quanto os consumidores.
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