O Banco Central do Japão decidiu, na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, manter a taxa de juros de referência em 0,75%, o patamar mais elevado desde 1995. A decisão foi ratificada na reunião mensal de política monetária, com uma votação expressiva de oito a um a favor do congelamento das taxas. No entanto, a instituição sinalizou que continuará a sua trajetória de elevações, buscando um crescimento econômico sustentável em meio a expectativas de aumentos graduais de preços e salários.
Além de manter as taxas, o BoJ revisou suas projeções de crescimento econômico, elevando a previsão para o ano fiscal de 2025 de 0,7% para 0,9%, e para 2026, um aumento de 0,3 pontos percentuais para 1%. Essa revisão está alinhada com melhorias nos indicadores econômicos e novas medidas de estímulo anunciadas pelo governo japonês. Recentemente, a Primeira-Ministra Sanae Takaichi dissolveu a câmara baixa do parlamento, antecipando eleições para 8 de fevereiro, o que poderá atrasar a votação de um orçamento que contempla essas iniciativas econômicas.
A inflação, por sua vez, continua a ser uma preocupação. O BoJ manteve a previsão de um aumento de preços de 2,7% para o ano fiscal em curso e revelou que o índice de preços ao consumidor subiu 3,1% em 2025, impulsionado sobretudo pelos custos crescentes de alimentos e energia. Apesar do crescimento econômico moderado, o banco central alertou sobre fragilidades na exportação e na produção industrial, que seguem afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, indicando que a recuperação da economia japonesa ainda enfrenta desafios.
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