No Continente, um estudo recente revelou que 30,6% da superfície está classificada como áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural. As regiões Centro e Norte estão particularmente afetadas, com essas classes de perigosidade representando mais de 50% do território nessas áreas, especificamente 50,5% e 50,2%, respectivamente. Além disso, 47,5% das áreas protegidas no território continental estão localizadas em zonas consideradas de alta e muito alta perigosidade.
Dentre os edifícios e alojamentos familiares naquelas áreas, apenas 1,3% e 0,8% estão situados em regiões de elevada perigosidade, com a residência habitual a ser a principal forma de ocupação. Neste contexto, residem cerca de 51.115 pessoas, o que equivale a 0,5% da população total do Continente. Notavelmente, a demografia dessas zonas revela um índice de envelhecimento elevado, com 210,0 pessoas acima de 65 anos para cada 100 jovens até 14 anos, em comparação com a média nacional de 184,6.
Ainda mais preocupante é o fato de que 69,3% da população que vive nessas áreas isoladas reside em zonas de elevada perigosidade. A análise da distribuição dos corpos de bombeiros e dos estabelecimentos hospitalares em relação ao mapa de perigosidade de incêndio rural demonstra que os corpos de bombeiros estão mais dispersos e próximos das áreas de maior risco. Em contraste, os estabelecimentos hospitalares têm uma concentração mais acentuada na região litorânea. A diferença na localização destes serviços essenciais destaca a necessidade de uma revisão nas políticas de proteção e suporte às comunidades mais vulneráveis em zonas de grande perigo de incêndios.
Origem: Instituto Nacional de Estatística



