Um relatório recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM) trouxe à tona previsões preocupantes sobre o clima global, destacando a transição do fenômeno La Niña para condições neutras e a possibilidade de um eventual El Niño até o final de 2026. Este fenômeno climático, conhecido por resfriar as temperaturas da superfície do Pacífico equatorial, teve um impacto significativo nos padrões de vento, pressão e chuvas.
A OMM estima uma probabilidade de 60% de que ocorram condições neutras entre março e maio, com um cenário de 30% de chance de La Niña e 10% de chance de El Niño nesse mesmo período. Já entre abril e junho, a expectativa de condições neutras sobe para 70%, mas cai para 60% entre maio e julho, com uma probabilidade de 40% de que El Niño se manifeste.
Celeste Saulo, diretora-geral da OMM, reitera a importância do monitoramento contínuo dessas condições, afirmando que 2023 foi marcado pelo El Niño, que se posicionou como um dos mais intensos já registrados, contribuindo para o segundo ano mais quente da história. As mudanças climáticas, resultantes da ação humana, estão exacerbando esses fenômenos naturais, aumentando as temperaturas globais e afetando os padrões de precipitação.
Além disso, a OMM alerta que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos prevê uma probabilidade de 50% a 60% de que o fenômeno El Niño se intensifique entre julho e setembro. Essas previsões sazonais são cruciais para mitigar perdas econômicas em setores vulneráveis, como agricultura e gestão de recursos hídricos, e são fundamentais para a elaboração de estratégias de resposta a desastres e intervenções humanitárias.
O último relatório climático da OMM também indicou que as temperaturas da superfície terrestre continuam a apresentar índices acima da média para o período de março a maio, levantando preocupações adicionais sobre os impactos das mudanças climáticas nos padrões globais.
Origem: Nações Unidas






