As altas rendas praticadas em grandes cidades portuguesas, como Lisboa e Porto, têm provocado um aumento significativo na procura por casas para arrendar em municípios periféricos. Dados do idealista mostram que, apesar do crescimento dos preços nessas áreas, é possível encontrar rendas medianas inferiores a 1.000 euros mensais em 20 dos 50 municípios mais procurados em Portugal. Curiosamente, nenhum desses concelhos está localizado na Grande Lisboa ou no Algarve, com destaque para dois municípios no distrito do Porto, que oferecem opções mais acessíveis.
A migração da procura para municípios vizinhos é uma tendência crescente, impulsionada pela busca de custos habitacionais mais adequados que considerem os salários e o custo de vida. Os municípios em torno de Lisboa, como Odivelas, Amadora e Sintra, têm se destacado nas listas de procura, com Odivelas liderando o ranking, enquanto Lisboa ocupa a 48ª posição. Similarmente, nas proximidades do Porto, apenas seis municípios periféricos figuram entre os mais procurados, evidenciando uma mudança no comportamento habitacional dos residentes à medida que buscam equilibrar a qualidade de vida e acessibilidade.
Por outro lado, o Algarve também enfrenta a pressão do aumento nos preços de arrendamento. Com rendas na capital da região, Faro, atingindo 1.710 euros, municípios próximos como Albufeira e Portimão também registram preços elevados, acima de 1.200 euros mensais. Em contrapartida, algumas localidades como Covilhã, Torres Novas e Oliveira de Azeméis, que apresentam rendas abaixo de 1.000 euros, continuam a atrair demanda significativa, sugerindo que a acessibilidade ainda é possível em diversas regiões de Portugal, mesmo diante da escalada de preços em centros urbanos.
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