Áreas afetadas pela recente inundação em Moçambique enfrentam novas ameaças com a aproximação do ciclone tropical Gezani. Após os alagamentos devastadores que resultaram na morte de dezenas de pessoas e deixaram centenas de milhares de moçambicanos em situação vulnerável, a previsão é de que o ciclone atinja o centro e o sul do país nesta sexta-feira.
Em meio a esta crise, organizações humanitárias, incluindo o Unicef, expressam grande preocupação com o impacto que o ciclone pode ter em regiões já debilitadas pelas chuvas anteriores. A entidade tem trabalhado intensamente para garantir que os suprimentos necessários estejam disponíveis para responder ao potencial desastre, destacando a urgência de mais recursos para atender às necessidades da população afetada.
Equipamentos e suprimentos de emergência, como produtos de purificação de água, medicamentos e materiais educativos, já estão sendo posicionados, mas a ajuda adicional é fundamental. O porta-voz do Unicef, Guy Taylor, ressaltou a importância de uma resposta coordenada e rápida, especialmente dado que muitas pessoas ainda estão lidando com as consequências das inundações passadas.
A representante da ONU em Moçambique, Catherine Sozi, destacou a necessidade de um sistema de alerta e a eficácia dos Comitês de Gestão de Riscos de Desastres para facilitar a comunicação e a preparação para eventos climáticos severos. O país, considerado um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas, deve priorizar a ação precoce e inclusiva para proteger vidas e meios de subsistência.
Enquanto a comunidade humanitária se mobiliza para enfrentar os desafios impostos pelo ciclone Gezani, o impacto da tempestade tropical já se faz sentir em partes do país, que ainda se recuperam das consequências de eventos climáticos extremos recentes.
Origem: Nações Unidas






