Fujifilm planeja aumentar em cinco vezes a capacidade de produção de fitas magnéticas
Fujifilm, uma das principais fabricantes de cartuchos de fita magnética LTO do mundo, anunciou um plano ambicioso de aumentar sua capacidade de produção de fitas magnéticas em cinco vezes. Esta expansão, a maior em cerca de 20 anos, visa atender à crescente demanda por armazenamento ligada à inteligência artificial (IA), conforme reportado pelo Nikkei Asia.
O aumento na produção é uma resposta à necessidade de armazenar grandes volumes de dados gerados pelo treinamento de modelos de IA, que requerem a retenção de informações por longos períodos. As fitas magnéticas, reconhecidas por seu baixo custo e eficiência energética, estão se reafirmando como uma solução viável para o armazenamento em centros de dados na era da IA.
Com o envio dos cartuchos LTO-10 de 40 TB nativos previstos para janeiro de 2026, a Fujifilm espera reforçar seu papel no mercado, que já experimentou um crescimento significativo, com um aumento de 57% na capacidade enviada no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Embora os detalhes sobre os investimentos e as fábricas envolvidas na expansão não tenham sido divulgados, o aumento da produção pode ser um indicativo de que os grandes provedores de nuvem estão se preparando para um armazenamento contínuo de dados frios, à medida que a demanda por soluções de armazenamento mais eficientes cresce.
A capacidade de armazenamento das fitas magnéticas, especialmente com a introdução dos novos cartuchos, é uma alternativa atraente para a indústria, pois não consome energia quando armazenada e oferece uma solução isolada contra ataques de ransomware. Além disso, esforços para reduzir as emissões de CO₂ associadas ao armazenamento de longo prazo estão ganhando destaque, permitindo que as fitas magnéticas se tornem uma opção sustentável.
No entanto, as fitas também apresentam desafios, como o acesso sequencial e a necessidade de unidades de leitura/gravação que podem custar mais de 10 mil dólares, além de exigirem conhecimento especializado para gestão. Com isso, o foco parece se concentrar no arquivamento de dados menos acessados, área onde as fitas magnéticas ainda se destacam em um ambiente predominantemente dominado por discos rígidos e armazenamento em flash.
A expectativa agora é observar como a Fujifilm irá traduzir esses planos em ações concretas e como o mercado responderá a essa expansão significativa na produção de fitas magnéticas.






