De acordo com os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2025, uma significativa parte da população portuguesa, composta por indivíduos com 16 ou mais anos, demonstrou acesso a cuidados de saúde nos últimos doze meses. O estudo revelou que 79,5% dessa população teve pelo menos uma consulta de medicina geral e familiar, enquanto 59,6% buscaram atendimento dentário e 53,3% consultaram outras especialidades médicas. Os resultados mostram uma clara diferença de gênero, com as mulheres a relatarem um maior número de consultas: 84,1% na medicina geral e familiar, em comparação a 74,5% dos homens, e 62,4% para cuidados dentários, em contraste com 56,4% dos homens.
Além disso, o inquérito indicou que a utilização dos serviços de saúde variava conforme a faixa etária. A tendência observada mostra que, à medida que a idade avançava, o acesso a consultas médicas aumentava. No entanto, no que diz respeito aos cuidados dentários, foram os grupos etários mais jovens que apresentaram maior proporção de atendimentos. Outros fatores também influenciam o acesso a esses serviços, com uma maior monitorização da saúde oral entre aqueles com níveis de escolaridade mais elevados e ocupações estáveis, enquanto a população em risco de pobreza enfrenta maiores dificuldades.
Os dados de 2025 ainda apontam que 3,8% das pessoas relataram que suas necessidades de exames ou tratamentos médicos não foram atendidas, e essa porcentagem sobe para 10,2% no caso de cuidados dentários. Entre os motivos para a não realização de exames médicos, as listas de espera foram identificadas como a principal barreira, afetando 1,5% dessa população. Já para os cuidados dentários, a questão financeira se destacou, com 7,7% mencionando a falta de recursos como um impeditivo.
A pesquisa também revelou que em 2025, 47,2% dos agregados familiares consideravam os custos dos cuidados dentários como elevados, número superior ao que foi apontado para medicamentos e cuidados médicos. O peso financeiro dos cuidados dentários e dos medicamentos era mais intenso para famílias em risco de pobreza e para aquelas que incluíam idosos, refletindo uma preocupação crescente com a acessibilidade e sustentabilidade dos cuidados de saúde em Portugal.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






