Durante a abertura da 13ª edição da Semana da Reabilitação Urbana em Lisboa, a secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, destacou a importância da reabilitação urbana como uma resposta imediata às necessidades habitacionais do país. “A casa que está feita é a casa mais rápida para se entregar à família”, afirmou, sublinhando que, apesar das novas regras de licenciamento urbanístico e incentivos fiscais para novos projetos, a reabilitação é a solução mais eficaz e urgente. A governante enfatizou que a revitalização de edifícios antigos não apenas atende à demanda habitacional, mas também contribui para a proteção do meio ambiente.
Patrícia Gonçalves Costa alertou sobre a existência de cerca de 1,5 milhões de edifícios em Portugal com mais de 50 anos, muitos dos quais não atendem às atuais exigências sísmicas. Ela defendeu que integrar a resiliência estrutural nas intervenções de reabilitação deve ser uma prioridade, ressaltando que essa prática deve ser uma questão de segurança e não um luxo. Durante o evento, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, apoiou a ideia de que a reabilitação pode ser uma solução de curto prazo, citando a recuperação de quase dois mil fogos vazios na capital com intervencións de baixo custo.
No entanto, o setor de construção alertou que para que essa dinâmica se amplie, a administração municipal deve modernizar seus procedimentos. Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, cobrou prazos mais realistas, tramitações digitais e critérios uniformes entre os municípios. Ele aventou que o futuro da construção e da reabilitação será digital, industrializado e sustentável, com um impacto significativo na redução de prazos, custos e emissões. Assim, a reabilitação urbana deve ser encarada como uma política estrutural essencial para regenerar cidades e criar habitação acessível.
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