A 3CX, uma plataforma de comunicação unificada, está trocando sua abordagem histórica de licenciamento, o que pode impactar significativamente hotéis, escolas, fábricas e outras organizações que operam com um grande número de ramais, mas com pouca concorrência real de chamadas. Tradicionalmente, a empresa permitia que seus clientes pagassem apenas por chamadas simultâneas (SC), independentemente do número de ramais. No entanto, essa política mudou, e a empresa anunciou a implementação de limites máximos de ramais por licença, variando de 5 a 8 ramais para cada chamada simultânea, com pleno efeito até abril de 2026.
De acordo com um relatório do blog especializado em VoIP, Sinologic, a mudança afetará desproporcionalmente os clientes que possuem configurações de alta ramificação e baixa utilização de chamadas. Historicamente, os clientes da 3CX desfrutavam de um modelo que favorecia a flexibilidade, mas agora se vêem diante de novas exigências que podem aumentar seus custos significativamente.
Embora a 3CX afirme que sempre houve recomendações para o número de ramais, agora os limites máximos se formalizam como parte de uma política de “uso justo”. A empresa argumenta que a mudança afetará apenas cerca de 15% de sua base de clientes e que os novos limites foram introduzidos como uma medida para evitar aumentos generalizados nos preços. A partir de janeiro de 2026, renovar sistemas que excedam esses limites resultará em avisos durante o processo de pedido, e a partir de abril de 2026, as empresas que não se adequarem poderão enfrentar a perda de suporte técnico.
Este panorama gera preocupações consideráveis entre administradores de TI e integradores, que agora devem reavaliar suas estruturas de ramais e preparar-se para possíveis migrações. A recomendação é auditar extensões existentes, separar ramais de caixas de correio sempre que possível e revisar as renovações de licenças para evitar custos inesperados.
A reação do mercado a essa mudança é mista, com alguns vendo isso como uma forma de “normalização”, enquanto outros consideram que se trata de um ponto de inflexão que pode forçar a migração para outros modelos de pagamento. Com um futuro incerto à frente, as organizações devem se adaptar rapidamente para evitar surpresas financeiras e garantir a continuidade do suporte técnico.





