O início do ano de 2026 traz consigo um novo marco no mercado imobiliário português, com os preços das casas a alcançar um recorde histórico. Segundo o índice de preços do idealista, os valores das habitações subiram 13,1% em janeiro de 2026 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo um valor médio de 3.047 euros por metro quadrado. Esta alta ocorre num contexto em que as medidas de incentivo à compra de casa, como taxas de juros acessíveis e apoios aos jovens, não vêm acompanhadas de um aumento equivalente da oferta, gerando incertezas na construção civil e no setor imobiliário.
Analisando as capitais de distrito, a maioria apresentou aumentos significativos nos preços. Entre os locais com as maiores valorizações, destacam-se Guarda, Beja e Santarém, com crescimentos superiores a 21%. Além disso, cidades como Viana do Castelo e Setúbal também experimentaram altas expressivas, enquanto Lisboa continua a figurar como a cidade mais cara para aquisição de imóveis, com o preço mediano a atingir 6.065 euros por metro quadrado.
A valorização não se restringe apenas às grandes cidades, pois todos os distritos e regiões autónomas registraram aumentos nos preços. Os Açores e o Alentejo lideram as subidas anuais, com variações de 19,8% e 19,2%, respetivamente. Esta tendência pode ser atribuída à crescente demanda por imóveis, apesar das dificuldades na oferta em algumas áreas, sugerindo um mercado em ebulição que poderá impactar ainda mais a acessibilidade da habitação em Portugal nos próximos meses.
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