Nos últimos anos, a escolha do hipervisor para muitas pequenas e médias empresas (PMEs) alemãs e, em grande parte, para o ecossistema europeu, tornou-se um rito de passagem praticamente automático: a VMware dominava como o padrão “por defeito”. Essa escolha não se baseava apenas na questão de custo, mas sim na fama e na extensa adoção da plataforma, que oferecia a promessa de estabilidade, previsibilidade e um ecossistema vasto.
No entanto, essa realidade está mudando. Atualmente, as empresas estão reevaluando suas infraestruturas à medida que se preparam para 2026, levando a um debate mais desconfortável sobre as vantagens e desvantagens entre VMware e Proxmox: quanto controle fixamos em um fornecedor e a que custo?
Um dos fatores que modifica esse cenário é a transformação do modelo comercial da VMware sob a Broadcom, que mudou seu foco para um sistema de assinatura e pacotes. Isso, por sua vez, gerou um aumento significativo nos custos, que muitas associações e clientes têm considerado insustentáveis. O descontentamento expressado no setor resultou em pedidos para que as instituições competentes investiguem as implicações em termos de concorrência e preços.
As PMEs, que antes não consideravam alternativas à VMware, agora se veem diante de questões cruciais: como defender custos e dependências futuras diante de um cenário de pacotes e assinaturas? O custo total de propriedade (TCO) tornou-se uma variável de risco e, assim, muitos começam a explorar opções que antes eram tidas como secundárias.
Em contrapartida, o Proxmox VE, que se solidificou como uma opção viável, oferece uma solução baseada no Debian que combina máquinas virtuais e contêineres em uma única interface de gestão. Essa plataforma é bem aceita por equipes técnicas que valorizam a transparência e a flexibilidade, pois permite atualizações de hardware sem bloqueios. Sua proposta de valor gira em torno da soberania do hardware e da redução da complexidade de gestão, tornando-o uma alternativa atraente para as PMEs.
Afirmações comuns de que o Proxmox está ganhando espaço no mercado incluem sua oferta de backup e armazenamento integrados, maior liberdade em relação ao hardware e uma arquitetura mais simples para clusters, o que diminui a sobrecarga de gerenciamento.
Apesar dessas vantagens, a VMware ainda se destaca em ambientes que exigem automação avançada e possuem uma estrutura já otimizada ao seu redor. A decisão de continuar com a VMware está intimamente relacionada à necessidade de controle e à minimização da incerteza operacional.
Com todos esses aspectos em consideração, a pergunta que as organizações precisarão responder em 2026 será: o que realmente estão adquirindo? A escolha entre uma automação robusta com um ecossistema vasto ou a flexibilidade a um custo mais controlável se tornará o cerne dessa discussão. As migrações não se tratarão apenas de mover máquinas virtuais, mas de uma revisão completa das operações de infraestrutura, impactando compra, finanças e gestão de riscos.






