Nesta sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou profundo choque em relação ao assassinato de dois homens palestinos na cidade de Jenin, na Cisjordânia, ocorrido na última segunda-feira. As mortes, registradas em vídeo por um canal de televisão, foram categorizadas pela agência como uma “execução sumária” perpetrada pela polícia de fronteira israelense.
Esse incidente se insere em um padrão alarmante de crescente mortalidade entre a população palestina, resultado da ação das forças de segurança de Tel Aviv e dos ocupantes de assentamentos, em um cenário onde a “responsabilização é rara”, conforme destaca o escritório da ONU. Apesar de Israel ter anunciado uma revisão interna do caso, comentários de um alto funcionário do governo levantam questionamentos sobre a isenção das investigações, o que gera desconfiança sobre a credibilidade de qualquer apuração que não seja completamente independente.
Dados recentes revelam que, entre 7 de outubro de 2023 e 27 de novembro de 2025, as forças de segurança e os ocupantes de assentamentos israelenses tiraram a vida de 1.030 palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, com 223 crianças entre as vítimas. O alto comissário da ONU, Volker Turk, alertou que a falta de responsabilização pela utilização ilegal da força perpetua a continuidade da violência e das operações letais sem a devida supervisão.
Em resposta a esta situação crítica, Turk enfatizou a necessidade urgente de investigações independentes, rápidas e eficazes sobre os assassinatos de palestinos, assim como a plena responsabilização dos responsáveis pelas violações dos direitos humanos. Ele reafirmou que a impunidade e a violência crescente devem ser interrompidas imediatamente, salientando a importância de mecanismos de investigação que sejam efetivos e totalmente independentes do governo israelense.
Origem: Nações Unidas






