O Fundo de População da ONU (Unfpa) destaca a crescente necessidade de investimento em saúde e proteção para milhões de mulheres e meninas no Iéme, um país que enfrenta uma série de crises interligadas, incluindo conflito contínuo, colapso econômico e desastres climáticos. A combinação dessas crises deixou os serviços essenciais em estado crítico, colocando em risco a saúde e o bem-estar das populações vulneráveis.
No primeiro ano de parceria entre o Unfpa e a União Europeia, mais de 850 mil mulheres e meninas receberam assistência em saúde sexual e reprodutiva, mas a situação ainda é alarmante. Estima-se que três mulheres morram diariamente de complicações que poderiam ser evitadas durante a gravidez, enquanto cerca de 6,2 milhões de mulheres e meninas carecem de acesso a serviços básicos de proteção. Além disso, 7 milhões de pessoas no país necessitam urgentemente de suporte em saúde mental.
Especialistas destacam que é crucial garantir a segurança e a continuidade dos cuidados essenciais, especialmente para os grupos mais vulneráveis. Desde o início da parceria, mais de 600 mil mulheres e meninas acessaram serviços de saúde reprodutiva em 26 centros, incluindo atendimentos obstétricos de emergência e assistência de parteiras qualificadas.
A União Europeia reafirma seu compromisso em apoiar aqueles que vivem em situações de risco, assegurando acesso seguro a serviços essenciais. Essa colaboração não apenas responde a emergências, mas é um investimento crucial na proteção e no futuro das mulheres e meninas iemenitas. Aproximadamente 60 mil mulheres e meninas já receberam assistência, incluindo proteção legal e apoio psicossocial, enquanto 40 mil tiveram acesso a cuidados de saúde mental.
A melhoria das competências dos prestadores de serviços e a coleta de dados são essenciais para garantir respostas eficazes e baseadas em evidências. O Unfpa, junto com outras agências da ONU, tem mobilizado esforços, fornecendo alimentos, suprimentos de higiene e assistência financeira a 160 mil famílias deslocadas desde abril de 2024.
Origem: Nações Unidas





