O mercado obrigacionista da zona do euro passou por transformações significativas em 2025, com as taxas de juros das obrigações a apresentarem uma tendência de alta. França liderou esse movimento, alcançando um rendimento de 3,56% no final do ano, o mais elevado entre os países da zona euro. Portugal também teve um aumento considerável, com os rendimentos das suas obrigações a fixarem-se em 3,16%. Em contraste, a Itália foi a única nação a registrar uma leve diminuição nos juros, refletindo um cenário político e financeiro estável.
Dados do jornal Il Sole 24 Ore revelam que o rendimento das obrigações italianas a 10 anos caiu de 3,52% para 3,51%, beneficiando da melhoria na classificação de crédito e da paz nas finanças públicas. Enquanto isso, outras grandes economias da zona do euro, como Alemanha e Países Baixos, também viram aumentos nas suas taxas, com a Alemanha registrando uma subida de 49 pontos base, elevando os juros para 2,85%. A instabilidade política, especialmente em França, contribuiu para essa reviravolta, que colocou o país na dianteira das obrigações mais rentáveis.
Além disso, a Grécia e a Espanha seguiram as tendências de aumento, com rendimentos de 3,47% e 3,29%, respectivamente. Esse panorama reflete não apenas as expectativas de inflação, mas também a percepção de risco associada à dívida de cada país. A Irlanda e os Países Baixos, por sua vez, apresentaram taxas de juros de 3,02% e 2,97%. Embora a Alemanha continue a ser vista como o porto seguro do investimento europeu, a elevação das taxas em vários países indica um novo equilíbrio no mercado obrigacionista da zona do euro, com implicações futuras para a estabilidade econômica na região.
Ler a história completa em Idealista Portugal






