O mercado obrigacionista da zona do euro enfrentou grandes mudanças em 2025, com os juros das obrigações a aumentar significativamente. A França emergiu como líder no rendimento das obrigações, alcançando 3,56% no final do ano, o valor mais elevado entre os países da zona euro. Portugal também seguiu essa tendência ascendente, com os rendimentos a subirem para 3,16%, refletindo um clima de incerteza política. Em contraste, a Itália foi a única grande economia a observar uma leve diminuição nos seus juros, caindo de 3,52% para 3,51% ao longo do ano.
Um levantamento publicado pelo jornal Il Sole 24 Ore revela que os títulos a 10 anos na Alemanha, Países Baixos, Irlanda e Grécia também apresentaram aumentos nos rendimentos. A Alemanha registou um acréscimo de 49 pontos base, atingindo 2,85%, enquanto a Grécia, com um retorno de 3,47%, viu uma subida de 22 pontos base. Essa dinâmica reflete as expectativas de inflação e a crescente tensão política, especialmente em países como França e Portugal, onde nova eleições legislativas estão à vista.
Essa evolução no mercado obrigacionista demonstra a fragilidade económica que permeia a zona do euro, exacerbada por desafios políticos internos. O prémio de risco dos títulos também melhorou, destacando a diferença entre os rendimentos das obrigações de vários estados e a Alemanha, que permanece como a opção mais segura da Europa. Apesar da elevada taxa de juros, as obrigações alemãs mantêm-se como um porto seguro, refletindo a necessidade de um equilíbrio entre crescimento económico e estabilidade política no bloco europeu.
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