Em janeiro de 2026, a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal foi de 1,9%, uma diminuição de 0,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Este indicador é crucial para medir a inflação, e a sua queda sugere uma desaceleração no aumento dos preços. O índice subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e os energéticos, apresentou uma variação de 1,8%, comparado a 2,1% em dezembro de 2025.
Os dados mostram que o índice dos produtos energéticos teve uma variação negativa de -2,2%, ligeiramente melhor que os -2,4% do mês antecessor. Já os produtos alimentares não transformados mantiveram uma taxa elevada de 5,8%, embora tenha diminuído em comparação aos 6,1% observados no mês anterior.
A variação mensal do IPC em janeiro foi de -0,7%, uma alteração significativa frente o crescimento de 0,1% no mês anterior, e também inferior ao -0,5% registrado em janeiro de 2025. A média da inflação nos últimos doze meses ficou em 2,3%, sem alteração em relação a dezembro de 2025.
Por sua vez, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) em Portugal também apresentou uma variação homóloga de 1,9%, decrescendo em relação aos 2,4% do mês anterior. Essa taxa é, no entanto, 0,2 pontos percentuais superior à estimativa do Eurostat para a zona do Euro. Ao excluir alimentos não transformados e energéticos, o IHPC manteve a mesma variação homóloga de 1,9%, mas ficou abaixo da taxa de 2,2% da área do Euro.
No que diz respeito à variação mensal, o IHPC registou uma queda de 1,0%, em contraste com a estabilidade observada no mês anterior e a diminuição de -0,6% registrada em janeiro de 2025. A variação média dos últimos doze meses do IHPC foi de 2,1%, ligeiramente inferior aos 2,2% do mês anterior. Esses dados refletem um panorama de inflação em Portugal, que continua a ser monitorado de perto por economistas e formuladores de políticas.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






