SpaceX Anuncia Nova Geração de Satélites Starlink com Capacidade Gigabit
A SpaceX, empresa de Elon Musk, revelou detalhes sobre a nova geração de satélites, o Starlink V3, marcando um avanço significativo na conectividade via internet por satélite. Os satélites, com um tamanho equivalente ao da espaçonave Starship, prometem multiplicar por dez o desempenho da versão anterior, permitindo, pela primeira vez, conexões de gigabit para usuários.
As especificações dos novos satélites indicam uma capacidade impressionante de 1.000 Gbps para downloads e 200 Gbps para uploads por satélite, totalizando 60 terabits por segundo de capacidade na descida por lançamento, com previsão para ser implementada no início de 2026.
Este anúncio chega após cinco anos de lançamentos que já levaram mais de 6.000 satélites Starlink ao espaço. A versão anterior, V2 Mini, foi um passo intermediário que ajudou a acelerar a cobertura enquanto a SpaceX preparava a logística necessária para a Starship. Com o Starlink V3, a empresa aposta em satélites significativamente mais pesados, pesando cerca de 2.200 kg cada, em comparação aos satélites de versões anteriores, que pesavam menos de 600 kg.
Os números de 1.000/200 Gbps representam a capacidade total que cada satélite pode oferecer, distribuída entre diversos usuários, e não significa que cada cliente receberá essa velocidade individualmente, que deve girar em torno de 1 Gbps em condições ideais.
Com o Starlink V3, a SpaceX deseja atender a uma demanda crescente por internet padronizada em áreas onde a fibra ótica ainda não chega. Isso inclui lares e empresas em regiões remotas, backhaul para redes móveis e conectividade em veículo, como navios e aeronaves.
A empresa ainda não detalhou se o hardware atual dos usuários será suficiente para aproveitar as novas velocidades ou se novos equipamentos serão necessários. Além disso, a redução dos preços e planos comerciais para essa nova atualização ainda é aguardada.
O lançamento da nova geração de satélites está condicionado ao desempenho da Starship e à obtenção de autorizações regulatórias. Se o cronograma for mantido, 2026 pode ser o ano em que a internet via satélite deixará de ser uma solução temporária, transformando-se em uma concorrente viável para a internet de fibra em áreas desatendidas.






