Cerca de 1,5 milhões de trabalhadores em Portugal, o que representa aproximadamente 35% da força de trabalho assalariada, recebem uma remuneração-base que não ultrapassa os 920 euros mensais. Esta realidade persiste mesmo após diversas atualizações salariais nos últimos anos, evidenciando que o Salário Mínimo Nacional (SMN), que se fixará em 920 euros em 2026, ainda cobre apenas um pouco mais de 20% dos trabalhadores. Essa situação revela uma estrutura de rendimentos que continua a ser marcadamente baixa.
Conforme reportado pelo Jornal de Negócios, com base em dados da Segurança Social obtidos junto ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no segundo trimestre de 2025, cerca de 20,5% dos trabalhadores portuguesas, ou seja, mais de 870 mil indivíduos, recebiam exatamente o SMN. Além disso, menos de 15% ganhavam entre a Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) e 920 euros, o que sugere uma lateralização da distribuição salarial entre as classes trabalhadoras.
A evolução do percentual de trabalhadores que recebem o SMN está intrinsecamente ligada à dinâmica das atualizações salariais, que se mostram cruciais para um futuro mais equitativo. Embora os dados mais recentes indiquem um leve aumento no número absoluto de trabalhadores perto do salário mínimo, esse crescimento não se traduz em uma alteração significativa no peso destes no total do emprego, o que confirma que a compressão salarial continua a ser um desafio persistente e premente no mercado de trabalho português.
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