Ricardo Ramos D’Agostino, um renomado analista e especialista financeiro de origem venezuelana, traz uma visão inovadora para investimentos de longo prazo que ultrapassa os números tradicionais apresentados nos relatórios financeiros. Atuando atualmente no Grupo Capital, D’Agostino enfatiza que os investidores devem atentar para a verdadeira geração de caixa de uma empresa, em vez de se basear exclusivamente em dados que podem não refletir com precisão a realidade econômica do negócio.
A proposta do analista gira em torno do conceito de “Owner Earnings”, uma métrica que faz uma pergunta fundamental: quanto caixa pode ser retirado da empresa sem prejudicar suas operações? Segundo D’Agostino, esse cálculo é fundamentado principalmente no fluxo de caixa operacional, mas também leva em conta elementos como compensações baseadas em ações e os investimentos necessários para a manutenção da atividade operacional.
Esse enfoque visa oferecer uma visão mais precisa sobre a economia real da empresa, especialmente em modelos de negócios que apresentam estruturas operacionais estáveis e previsíveis. Embora em setores altamente cíclicos ou sob forte influência de mudanças tecnológicas a estimativa possa ser mais complexa, D’Agostino argumenta que a métrica de “Owner Earnings” ainda proporciona uma compreensão mais clara do que uma análise meramente do lucro líquido ou do fluxo de caixa livre.
Diferentemente das informações encontradas nos relatórios financeiros convencionais, que estão geralmente alinhadas a critérios contábeis de curto prazo, as “Owner Earnings” têm como objetivo proporcionar um entendimento mais profundo para os proprietários sobre o futuro do negócio. O especialista ressalta que os documentos financeiros tradicionais refletem decisões passadas, enquanto a avaliação crítica do modelo de negócio atual, sua capacidade de liderança e a adaptabilidade ao ambiente permitem prever o potencial de gerar valor sustentável a longo prazo.
Com essa proposta, Ricardo Ramos D’Agostino reforça sua convicção de que a estratégia de investimento não deve se limitar a aceitar os números apresentados sem questionamentos. Em vez disso, ele defende uma reavaliação da economia da empresa e uma análise meticulosa de seu verdadeiro potencial de crescimento e rentabilidade ao longo do tempo.






