O setor de seguros inicia o ano de 2026 diante de significativos desafios e mudanças. Após anos de preparação, seguradoras e clientes começam a vivenciar, de forma palpável, as consequências de diversas normativas que foram impulsionadas em anos anteriores. Essas regulamentações não apenas impactam internamente as companhias, mas também afetam diretamente a precificação, as coberturas oferecidas, as informações disponibilizadas e o atendimento ao cliente. Este ano é considerado um ponto de inflexão regulatório tanto na Europa quanto na Espanha, marcando uma fase crucial para a tomada de decisões informadas no que diz respeito a seguros.
As transformações no setor são principalmente atribuídas ao endurecimento do marco normativo europeu, com destaque para três áreas fundamentais: solvência, sustentabilidade e controle do risco operacional. A adaptação a essas normativas é motivada por diversos fatores, como a inflação, a variação nas taxas de juros, fenômenos climáticos extremos e uma pressão maior sobre as finanças das seguradoras. A revisão da Solvência II, em particular, visa assegurar que as empresas possam enfrentar cenários adversos, protegendo assim as economias e compensações dos clientes. Além disso, o impulso aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) e o papel da EIOPA se intensificam, buscando evitar o greenwashing e promovendo uma maior transparência e homogeneidade em toda a União Europeia.
Na Espanha, a supervisão do setor é de responsabilidade da Direção Geral de Seguros e Fundos de Pensões, que ampliou seu enfoque na inspeção e controle da comercialização de seguros. O órgão coloca especial ênfase na adequação do produto ao cliente e na prevenção de práticas comerciais inadequadas. A digitalização também tem um papel crucial, exigindo que as seguradoras reforcem seus sistemas de cibersegurança e planos de continuidade para enfrentar possíveis falhas de sistemas.
Para os clientes, essas mudanças representam a obtenção de informações mais detalhadas e acessíveis, a vivência de processos de contratação mais rigorosos para seguros específicos e a observação de variações nos preços das apólices, de acordo com a solvência e gerenciamento de riscos de cada seguradora. Os mecanismos de reclamação e defesa também são reforçados, garantindo tempos de resposta mais rápidos e eficientes. Os clientes se beneficiam de um setor mais robusto e transparente, embora isso exija adaptação a uma dinâmica regulatória mais estrita e, em alguns casos, burocrática.
Em resumo, 2026 marca o início de uma nova era em que as seguradoras devem navegar por um marco regulatório mais rigoroso, visando oferecer um setor mais seguro e confiável para todos os usuários. Esse cenário reafirma a importância de que os clientes se mantenham informados e atentos às mudanças em suas apólices e condições, a fim de maximizar os benefícios dessas regulamentações que foram pensadas para sua proteção.






