Nos dias seguintes à CES 2026, enquanto a NVIDIA apresentava Rubin como sua grande aposta para as “fábricas de Inteligência Artificial”, um conjunto de informações começou a circular entre investidores e analistas. Esse conjunto detalhava supostos “fornecedores oficiais” da plataforma, com uma lista que se espalhou por redes sociais e comunidades do mercado, classificando empresas em categorias como fotônica, memória, silício de potência, sistemas elétricos, embalagem, substratos, integração e OEMs, todas supostamente aptas a contribuir com a complexidade do sistema rack-scale conhecido como Vera Rubin NVL72.
O contexto é crucial: Rubin não é apenas uma GPU isolada, mas sim uma arquitetura composta por seis chips e um ecossistema robusto que inclui redes, refrigeração e software, com o objetivo de elevar o desempenho da IA a uma escala industrial. A NVIDIA descreveu o NVL72 como um “rack que opera como uma única máquina” e garantiu que a plataforma será disponibilizada por meio de parceiros na segunda metade de 2026.
A apresentação de Rubin sublinha que o verdadeiro obstáculo não é apenas a fabricação de silício, mas a montagem de um sistema inteiro capaz de mover dados em velocidades extremas, consumir uma quantidade significativa de energia e garantir a confiabilidade necessária para infraestruturas críticas. Elementos como a Vera CPU, a Rubin GPU, o NVLink de sexta geração, a ConnectX-9 SuperNIC, a BlueField-4 DPU e, especialmente, o componente da Spectrum-6 Photonics, com óptica coempaquetada (CPO), são fundamentais nesse processo.
Embora a NVIDIA tenha publicado listas de parceiros em seu ecossistema de fotônica de silício, incluindo grandes nomes como TSMC, Browave e Corning, essa relação não garante que todos os fornecedores listados sejam “oficiais” no mesmo sentido. Questões sobre o empaquetamento avançado e seu impacto na capacidade de entrega de produtos também surgem, uma vez que esse aspecto é vital para atender às demandas de tecnologia de IA moderna.
Informações recentes indicam que Rubin deverá utilizar a memória HBM4, colocando novamente os grandes fabricantes como SK hynix, Samsung e Micron em destaque. Contudo, essa categorização não equivale a contratos garantidos, embora a integração da memória HBM com a embalagem seja um critério determinante para o sucesso do novo sistema.
Na busca por uma produção efetiva, a NVIDIA também tem contado com parcerias estratégicas para o fornecimento de silício de potência, sistemas de energia e integração industrial, citando colaborações com empresas renomadas como Foxconn e Wistron. Além disso, a presença de gigantes como Dell e Super Micro Computer no segmento de servidores de IA não implica necessariamente em serem fornecedores oficiais de Rubin sem acordos concretos pré-estabelecidos.
Dessa forma, o que realmente importa na discussão acerca da lista de fornecedores não é somente a veracidade ou não dos nomes, mas a revelação dos potenciais gargalos na cadeia produtiva do setor de IA para 2026. O Rubin atua como um ímã, atraindo fornecedores para áreas críticas onde a indústria já reconhece que os desafios são mais complexos.




