A taxa de poupança das famílias em Portugal apresentou um recuo significativo, situando-se em 12,1% do rendimento disponível ao final de 2025, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor representa uma diminuição de 0,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, refletindo mudanças no comportamento de consumo das famílias.
O Rendimento Disponível Bruto (RDB) das famílias cresceu 1,3% no quarto trimestre de 2025, comparado ao trimestre anterior. Este aumento no RDB foi impulsionado por uma maior remuneração recebida, que cresceu 1,7%, e pelo aumento do Valor Acrescentado Bruto (VAB), que registou um incremento de 1,3%. Esses dados indicam um ligeiro fortalecimento das finanças familiares, embora o impacto sobre a poupança tenha sido modesto.
Conjuntamente, a despesa de consumo final das famílias também aumentou, apresentando um crescimento de 1,4%, em comparação com o aumento de 1,6% no trimestre anterior. Este cenário sugere que, apesar do crescimento no rendimento familiar, os portugueses estão a destinar uma maior parte de suas receitas ao consumo, o que pode comprometer a capacidade de poupança a longo prazo. O INE destaca que este equilíbrio entre rendimento e despesa é crucial para entender a saúde econômica das famílias em Portugal.
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