Os juros dos créditos à habitação em Portugal continuam a apresentar uma tendência de queda, com a taxa implícita a registar uma nova diminuição para 3,111% em janeiro de 2026. Esta descida é um reflexo das contínuas reduções nos índices Euribor, bem como da disponibilidade de taxas mistas mais acessíveis para os consumidores. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta é a menor taxa registada desde abril de 2023 e representa uma diminuição significativa desde o pico de 4,657% alcançado em janeiro de 2024.
Apesar da redução das taxas de juro, a prestação média mensal dos contratos de crédito à habitação não segue a mesma tendência de queda. Em janeiro de 2026, o valor médio da prestação fixou-se em 399 euros, um aumento de dois euros em relação ao mês anterior, mantendo-se estável em comparação com o ano passado. O INE destaca que cerca de 48,9% desse valor é destinado ao pagamento de juros, enquanto 51,1% corresponde ao capital amortizado, indicando que a componente de juros permanece abaixo de 50% por cinco meses consecutivos.
No que diz respeito aos novos créditos à habitação, as taxas continuaram a descer, com a taxa média nos contratos realizados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 a situar-se em 2,847%. Apesar da diminuição, a ligeira subida nas prestações médias para estes novos contratos, que aumentaram para 676 euros, reflete um aumento homólogo de 12,5%. Esta dinâmica de mercado sugere que, embora os juros estejam a tornar-se mais acessíveis, o aumento do capital médio em dívida nas famílias pode pressagiar uma rigidez nas prestações ao longo do tempo.
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