Os preços das habitações novas na China continuaram a sua trajetória de queda, apresentando uma diminuição pelo trigésimo primeiro mês consecutivo em dezembro. De acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE), os preços em 70 cidades selecionadas recuaram 0,37% em relação ao mês anterior, refletindo uma contração um pouco menos acentuada do que a de 0,39% registrada em novembro. A crise imobiliária, que se intensificou novamente no final de 2025, parece não ter sido suficientemente mitigada pelas várias medidas de estímulo implementadas pelas autoridades chinesas.
Dos 70 centros urbanos analisados, 58 relataram uma redução no valor das habitações novas, um ligeiro decréscimo em comparação com os 59 que enfrentaram queda no mês anterior. Cidades importantes, como Xangai, registraram aumentos nos preços, embora o número de localidades com valorização tenha diminuído, passando de 8 para 6. Em paralelo, os preços das habitações em segunda mão também caíram, com uma redução mensal de 0,7% em dezembro, sinalizando um ritmo de declínio mais acelerado do que o apresentado anteriormente.
A crise do setor imobiliário na China é uma preocupação crescente para o governo, dada a sua relevância na economia nacional, cujo impacto poderia corresponder a cerca de 30% do PIB, conforme apontam analistas. As autoridades têm se esforçado para evitar um colapso total do mercado, uma situação que poderia repercutir negativamente na estabilidade social, tendo em vista que a habitação representa um investimento significativo para as famílias chinesas. A situação do setor imobiliário, portanto, continua a ser uma questão crítica que demandará atenção contínua por parte dos formuladores de políticas.
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