Em 2025, a utilização de serviços de comunicação digital em Portugal continua a mostrar um crescimento significativo, refletindo uma tendência positiva no consumo de chamadas de voz e vídeo online. De acordo com os dados mais recentes, aproximadamente 85,6% dos utilizadores com acesso à Internet realizaram chamadas deste tipo, um aumento de 1,4 pontos percentuais em relação a 2024. Portugal se destaca ao permanecer acima da média da União Europeia, posicionando-se na 8.ª colocação no ranking da utilização desses serviços.
Quando se considera a totalidade da população, a penetração das chamadas de voz e vídeo online atinge 76,6%, o que é 0,9 pontos percentuais superior à média da UE, colocando o país na 14.ª posição. Esse progresso é notável, especialmente em comparação com 2019, quando Portugal ocupava o último lugar no ranking.
Outro dado relevante aponta que 93,5% dos utilizadores de Internet em Portugal enviaram mensagens por meio de plataformas de instant messaging, superando em 5,7 pontos percentuais a média da UE27. Ao considerar toda a população, a penetração desse serviço chega a 83,6%, 1,3 pontos acima da média europeia, posicionando-se na 11.ª colocação.
Em termos de consumo de serviços de videostreaming, cerca de 43% dos utilizadores de Internet em Portugal assinaram plataformas pagas, um aumento de 0,4 pontos percentuais em relação a 2022. Apesar de ser um aumento, Portugal ocupa a 19.ª posição no ranking da UE27 para esse tipo de serviço.
Os dados mostram também que a utilização de serviços como troca de e-mails e pesquisa de informações supera a média da UE, com 87,9% e 85,0% dos utilizadores, respectivamente, enquanto o acesso a notícias online e redes sociais está acima da média europeia em 9,7 e 8,4 pontos percentuais. No entanto, o comércio eletrónico não apresenta o mesmo sucesso, com um crescimento mais modesto em comparação com outros serviços.
As características sociodemográficas dos utilizadores de serviços over-the-top em Portugal mostram que, tal como na média da UE, os jovens, graduados e estudantes são os mais propensos a utilizar esses serviços, apontando para uma relação clara entre educação, idade e consumo digital.
Origem: Portal Consumidor Anacom






