Em 2025, a utilização da Televisão Digital Terrestre (TDT) pelas famílias portuguesas apresentou uma queda significativa, com apenas 6,3% das residências principais utilizando exclusivamente este meio de acesso, o que representa uma diminuição de 1,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Este declínio marca o menor percentual desde que começou a coleta de dados em 2016, refletindo uma tendência de redução no uso da TDT nas residências.
Por outro lado, o acesso simultâneo à Televisão por Subscrição (TVS) e à TDT nas casas principais alcançou 16,3%, mostrando um leve crescimento de 0,1 p.p. em comparação com 2024. No total, 89,2% das famílias possuíam TVS, consolidando-se assim como o principal meio de acesso ao sinal de TV.
Entre as residências secundárias, cerca de 43,1% dos lares afirmaram ter algum tipo de acesso à TDT, uma queda em relação aos 46,0% registrados em 2024. No geral, considerando todas as residências, a porcentagem de famílias com acesso à TDT diminuiu para 24,4%, uma redução de 1,3 p.p. face ao ano anterior.
O número total de televisores com acesso à TDT também caiu, somando 1,5 milhões em 2025, sendo 1,3 milhões em residências principais e 211 mil em residências secundárias. Essa estatística representa uma diminuição de 1,0% em comparação com o ano passado.
Geograficamente, as regiões Centro e Norte destacaram-se como as que apresentaram a maior proporção de famílias com acesso exclusivo à TDT, com 9,3% e 8,0%, respetivamente. Quando considerada a TDT de forma não exclusiva, a penetração foi ainda maior nessas regiões, assim como no Alentejo, alcançando entre 26% e 28%. Por sua vez, a taxa de penetração da TVS foi superior à média nacional em áreas como as regiões autónomas e Grande Lisboa.
Observou-se que a tipologia familiar e a situação econômica têm impacto no tipo de acesso ao sinal de TV. Famílias sem crianças e com rendimentos mais baixos tendem a ter maior incorporação da TDT, enquanto aquelas com crianças e rendimentos mais altos mostram maior afinidade pela TVS. Notavelmente, 13,5% das famílias do primeiro quintil de rendimento tinham acesso exclusivo à TDT. A análise também revelou quedas na taxa de uso da TDT entre famílias monoparentais e numerosas com crianças.
Essas informações foram obtidas através de um inquérito realizado pela ANACOM e integrado pelo INE, entre maio e agosto de 2025, que investigou os meios de acesso às tecnologias da informação e comunicação pelas famílias.
Origem: Portal Consumidor Anacom






