O ano de 2026 começou com leves aumentos nas prestações de crédito à habitação para novos contratos a taxa variável, reflexo da nova alta das taxas Euribor registrada em dezembro. Essa tendência, que vem se manifestando desde o verão de 2025, impacta diretamente quem contrata novos empréstimos, enquanto apenas os contratos existentes vinculados à Euribor a 12 meses poderão observar uma redução nas prestações a partir de janeiro. Os analistas de mercado tinham antecipado uma estabilização das taxas em torno de 2%, mas o cenário mudou com os aumentos contínuos desse indexante nos últimos meses.
Em dezembro, as taxas médias da Euribor foram levemente ajustadas, resultando nos seguintes valores: a Euribor a 12 meses subiu para 2,267%, a de 6 meses para 2,139% e a de 3 meses para 2,048%. Esse aumento, embora modesto, já repercute nas contas das famílias que buscam novos financiamentos. Para um empréstimo de 150.000 euros a taxa variável com um spread de 1% e prazo de 30 anos, as simulações indicam que a prestação mensal em janeiro de 2026 será de 654 euros, um aumento de quatro euros em relação ao mês anterior.
As famílias com créditos à habitação a taxa variável já estão se preparando para as revisões das prestações que ocorrerão em janeiro. Enquanto a Euribor a 12 meses pode resultar em uma leve queda para quem já possui contratos, as taxas de 6 e 3 meses apresentam aumentos, afetando diretamente os pagamentos. A situação sublinha que os efeitos nas prestações dependem não apenas das taxas, mas também do montante em dívida e das condições específicas de cada empréstimo. A gestão financeira cuidadosa continua sendo essencial em um contexto de taxas voláteis.
Ler a história completa em Idealista Portugal






