A economia portuguesa apresentou um crescimento de 2,4% no terceiro trimestre de 2023, em comparação ao ano anterior, e de 0,8% em relação ao segundo trimestre, impulsionada pela demanda interna. Os dados foram confirmados nesta sexta-feira, 28 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que já havia divulgado estimativas rápidas no final de outubro, demonstrando uma aceleração do Produto Interno Bruto (PIB). Este avanço evidencia uma recuperação econômica, refletindo tanto uma melhoria nas expectativas como na atividade econômica geral.
De acordo com o INE, a contribuição negativa da procura externa líquida na variação homóloga do PIB foi menos pronunciada no terceiro trimestre. Isso se deve, em parte, à desaceleração das importações de bens e serviços, aliada ao aumento das exportações no mesmo período. Contudo, a procura interna, embora tenha contribuído positivamente para o crescimento, apresentou um desempenho inferior em comparação ao segundo trimestre, resultado da diminuição no ritmo de investimentos.
Adicionalmente, os dados revelam que as despesas de consumo final das famílias aumentaram 4% em termos homólogos entre julho e setembro, com um destaque especial para os bens duradouros, que experimentaram um crescimento de 9,7%. O governo português projetou um crescimento de 2% para 2023 no Orçamento do Estado, sendo essa estimativa a mais otimista, enquanto outras instituições preveem um incremento de 1,9% para o mesmo ano. Essa divergência nas projeções reflete a complexidade e as incertezas que cercam a recuperação econômica em um cenário internacional desafiador.
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