Milhares de crianças sobredotadas em Portugal continuam a ser ignoradas nas escolas, frequentemente rotuladas como “bons alunos” ou confundidas com casos de desmotivação e indisciplina. Um estudo recente aponta que muitos docentes carecem de formação específica para identificar e apoiar estas mentes brilhantes, resultando em um ambiente escolar que não atende às suas necessidades particulares.
A investigação, conduzida por especialistas em educação e psicologia, revelou que cerca de 10% dos alunos têm capacidades superiores à média, mas apenas uma fração deles recebe o acompanhamento adequado. Muitos pais expressam frustração ao ver seus filhos desmotivados ou entediados em sala de aula, e alguns relatos descrevem crianças com grande potencial que acabam se sentindo alienadas ou desvalorizadas.
Educadores defendem a implementação de programas de formação contínua para professores, que incluam estratégias de ensino diferenciadas e métodos de avaliação que reconheçam as habilidades excepcionais. Além disso, especialistas sugerem a criação de ambientes de aprendizado mais estimulantes, onde os alunos possam explorar seus interesses de maneira mais profunda.
A falta de recursos e de um enfoque inclusivo leva a uma grande desigualdade no ensino, destacando a necessidade urgente de uma revisão das práticas pedagógicas e da formação docente em Portugal. As instituições estão sendo chamadas a repensar suas abordagens para garantir que não apenas os alunos com dificuldades sejam apoiados, mas também aqueles que têm o potencial de ir além do esperado.
Origem: JPN Universidade do Porto






