O setor global de data centers está prestes a passar por uma fase de grande expansão, impulsionado principalmente pela crescente demanda por Inteligência Artificial (IA). Segundo um relatório da JLL, a capacidade instalada de data centers poderá quase dobrar, passando de 103 GW para cerca de 200 GW até 2030. Neste cenário, Portugal começa a se destacar como um mercado emergente na Europa, beneficiando-se de sua sólida infraestrutura energética e investimentos em energias renováveis.
A JLL destaca que o crescimento do setor será sustentado por um superciclo de investimento que pode atingir até três biliões de dólares, caso não ocorram indícios de bolha imobiliária. A estabilidade energética do país é um fator chave, com 71% do consumo elétrico em 2024 vindo de fontes renováveis, como hidroeletricidade e energia solar. Andreia Almeida, responsável pela pesquisa da JLL em Portugal, afirma que “Portugal reúne condições únicas para o desenvolvimento de data centers”, tornando-se uma região competitiva para novos investimentos.
Atualmente, o mercado português é dominado por data centers ‘on-premise’, especialmente na área de Lisboa, onde a conectividade internacional e a proximidade com polos empresariais são vantajosas. Projetos como o Sines Data Center, que terá capacidade de até 1,2 GW e funcionará 100% com energia verde, e o Atlas Edge em Carnaxide, são exemplos da crescente infraestrutura do país. A combinação de um ambiente regulatório favorável e uma rede elétrica robusta posiciona Portugal como um destino atrativo para operadores de data centers na Europa.
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