No quarto trimestre de 2025, a economia portuguesa apresentou uma capacidade de financiamento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), um aumento de 0,4 pontos percentuais em comparação ao trimestre anterior. Este crescimento é impulsionado principalmente pela melhoria do saldo das Administrações Públicas, que atingiu um saldo positivo de 0,7% do PIB ao longo do ano, em contraste com os 0,6% registrados no final de 2024.
O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) também mostraram resultados favoráveis, com aumentos de 1,6% e 1,7%, respectivamente. O RDB das famílias subiu 1,3% em relação ao trimestre anterior, refletindo aumentos nas remunerações e no Valor Acrescentado Bruto (VAB) de 1,7% e 1,3%, respectivamente. Apesar do crescimento da despesa de consumo final de 1,4%, a taxa de poupança das famílias estabeleceu-se em 12,1%, uma ligeira diminuição em relação ao trimestre anterior.
As Sociedades Não Financeiras (SNF) apresentaram um saldo negativo de 3,5% do PIB, embora tenham registrado um aumento no VAB e nas remunerações pagas de 1,7% e 1,8%, respectivamente. Por outro lado, as Sociedades Financeiras mostraram uma capacidade de financiamento de 1,4% do PIB, com uma leve queda em relação ao trimestre anterior.
O desempenho do setor público também foi notável, com uma receita total que cresceu 7,8% em relação ao ano anterior, enquanto a despesa total aumentou 3,3%. Este panorama sugere uma recuperação econômica cautelosa, destacando a importância do controle financeiro e da gestão das administrações públicas para o fortalecimento da economia portuguesa.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





